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Como The Outer Worlds 2 te deixa preparado (para a aventura)

Quanta propaganda da Diretoria Terrestre você aguenta? Você está preparado para enfrentar interesses corporativos malignos e governos corruptos (talvez ambos) para impor sua própria marca de justiça na galáxia? Ou você está aqui só para receber seu salário, afinal… todo mundo tem seus boletos para pagar.

Essas são apenas algumas das perguntas mais profundas que The Outer Worlds 2 vai fazer antes de você embarcar em sua épica aventura de RPG de ficção científica.

Depois assistir alguém jogando uma prévia do jogo durante a gamescom 2025, eu recentemente tive a oportunidade de jogar um pouco o início de The Outer Worlds 2 com o controle em mãos, o que me deu uma ideia melhor de como será o mundo que vamos explorar, do caráter aberto de alguns elementos do design, mas também do que significa construir as bases para quem vou ser nessa galáxia selvagem e maravilhosa, aparentemente repleta de aventura.

Esse ato inicial coloca tudo em movimento quase imediatamente, quando você e um grupo de outros agentes da Diretoria Terrestre são enviados para a Estação Horizon Point, uma instalação distante “fora da jurisdição deles”, que vem experimentando a tecnologia Skip Drive — que pode ou não ser responsável por várias anomalias espaciais aparecendo no sistema (como vimos durante o Xbox Games Showcase). Mas antes, você precisa decidir quem vai ser…

Isso começa quando você escolhe o passado do seu personagem: Ex-Condenado, Apostador, Defensor da Lei, Professor, Renegado ou um Trabalhador Braçal — todos pensados para representar a vida que você tinha antes de entrar para a Diretoria Terrestre (que, na essência, são algo como delegados espaciais).

Eles disseram que cada um desses passados pode trazer um elemento único ao jogo, que pode aparecer em detalhes como novas opções de diálogo ou até um encontro inusitado na jogabilidade.

Foi difícil para mim escolher apenas uma opção para esta demonstração. Inicialmente, gostei da ideia de jogar como Defensor da Lei, alguém totalmente dedicado à Diretoria Terrestre – interpretar um soldado que “veste a camisa” poderia ser divertido.

No final, acabei escolhendo o Ex-Condenado. Costumo gostar de interpretar personagens que vêm dos cantos mais sombrios da galáxia. Também achei interessante que meu personagem já começa em conflito com quem trabalha: aceitei um acordo com a Diretoria Terrestre para limpar minha ficha, desde que trabalhe para eles. Como isso vai se desenrolar a longo prazo pode ser empolgante, e é algo que espero ver acontecer mais adiante no jogo.

Embora sua escolha de passado afete como o mundo do jogo vai te perceber, são os Traços e Habilidades que realmente impactam de forma mais tangível a maneira como você interage com The Outer Worlds 2.

Há uma grande variedade de opções que oferecem benefícios ao personagem, como “Brawny” (derruba inimigos), “Lucky”(chance crítica aprimorada), “Suave” (desconto com vendedores) e muitos outros. Mas o que achei incrivelmente inteligente foi o sistema de Traço Negativo que “complementa” a construção do seu personagem.

Durante a criação do personagem, você tem a opção de escolher um Traço Positivo adicional (em vez de apenas um), com o custo de herdar um Traço Negativo, como “Abrasive (impacta a reputação), “Dumb” (trava certas habilidades) ou “Sickly” (baixa saúde base e limiar de toxicidade).

É um equilíbrio interessante para evitar a tentativa de criar o personagem “perfeito” típico dos jogos de RPG; agora somos convidados (se você escolher) a criar intencionalmente um herói com falhas desde o início.

Além dos Traços, há uma ampla variedade de Habilidades para escolher, como Engenharia, Hackeamento, Arrombamento e muitas outras. A abordagem lógica aqui é criar um personagem complementar baseado em todos os Traços e Habilidades disponíveis (por exemplo, criar um conjunto de habilidade de Furtividade que seja boa em hackeamento). Mas jogar pelo seguro não é como eu gosto de me aproximar dos jogos da Obsidian.

O criador de personagens não deixa isso explícito, mas parece que tudo foi pensado para que você possa, se quiser, criar um personagem “quebrado”, com uma mistura de habilidades e ainda assim se divertir bastante — como minha jogatina demonstrou com minha combinação de habilidades de fala e furtividade, junto com o Traço Negativo “Sickly”.

Voltando à missão principal, assim que chegamos à Estação Horizon Point, nossa tarefa era encontrar uma forma de passar pelo bloqueio de segurança, com várias opções de como completar esse primeiro objetivo disponíveis logo de cara.

Eu poderia vasculhar o corpo de um guarda próximo para pegar o cartão de identificação dele, me passar por ele no interfone e desligar os alarmes. Ou então, poderia me esgueirar por um duto de ventilação para passar por um monte de robôs de segurança, mas droga, deixei minhas ferramentas de ladrão na nave.

Felizmente, Niles, um dos membros da Diretoria Terrestre, estava disposto a me emprestar as ferramentas dele caso eu quisesse seguir por esse caminho. Ou… a gente pode simplesmente entrar atirando. E tudo isso acontece só nos primeiros cinco minutos da missão, uma pequena amostra do que a grande aventura de The Outer Worlds 2 promete ser. Dá até vontade de imaginar quantas outras possibilidades assim estarão no jogo final.

Essas escolhas continuaram a aparecer ao longo desse início, já que a Estação Horizon Point apresentava várias abordagens possíveis, desde furtividade, manipulação através de diálogos, e claro, muitos tiroteios (caso eu quisesse que a situação chegasse a esse ponto).

Eu até me deparei com uma situação mais subversiva durante a invasão da base. Fiz o upload de um vídeo de propaganda da Diretoria Terrestre que distraiu todos os guardas do local (um deles até comentou que estava preocupado por ter violado seu juramento só de ouvir esse tipo de coisa). Sim, isso acabou com nosso elemento surpresa, mas rendeu alguns abates furtivos, já que consegui pegar alguns guardas desprevenidos, hipnotizados pela mensagem do vídeo.

Tudo isso serviu como prova de algo que notei em análises anteriores do jogo: o objetivo desses designs de fases é permitir que abordagens muito variadas possam ser bem-sucedidas na sua missão.

E a forma como você interage com seus Companheiros também pode ter consequências duradouras. Um desses acontecimentos envolveu um agente da Diretoria Terrestre (não podemos dar spoilers), mas vai ser interessante ver que outros caminhos únicos serão criados com base em algumas das escolhas que fiz, e como meu histórico influencia o bem-estar daqueles ao meu redor.

É evidente que as marcas da Obsidian estão por toda parte neste jogo. Desde um criador de personagens robusto, camadas e mais camadas de opções de diálogo, até uma grande variedade de formas de completar as missões, realmente parece que este é um dos jogos mais ambiciosos já criados pela Obsidian.

Cada vez que temos uma nova visão do que está por vir, mais vontade dá de continuar explorando esse mundo para descobrir o que acontece se eu apertar tal botão, abrir aquela porta ou revirar aquela pedra. As chances são grandes de que eles já tenham pensado nisso.

The Outer Worlds 2 será lançado em 29 de outubro para Xbox Series X|S, Xbox no PC, PlayStation 5, Battle.net e Steam — e estará disponível no primeiro dia com Game Pass Ultimate e PC Game Pass.

Faça a pré-venda da The Outer Worlds 2 Premium Edition agora para obter até 5 dias de acesso antecipado e o Pacote de Batalha Antimonopólio do Comandante Zane.

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Fonte Xbox Wire

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