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Como a história real de um ferreiro ajudou na criação do novo DLC de Kingdom Come Deliverance 2
Legacy of the Forge é o próximo DLC de Kingdom Come: Deliverance II, o RPG medieval que conquistou fãs por todo o mundo neste ano. Voltado para a profissão de ferreiro, esta atualização não apenas acrescenta uma camada de novidades à experiência de jogo, como também oferece ao seu público novas e diversas oportunidades de personalização e imersão narrativa.
Assim como todos os projetos da Warhorse Studios, o processo de construção deste mundo tão intrigante começou com uma pesquisa aprofundada acerca de como realmente era a vida na Europa medieval. Felizmente, nosso time tem ótimas fontes e recursos no que diz respeito a pesquisas históricas.
“Temos funcionários aqui, na Warhose, que são historiadores e faz parte do escopo dessas pessoas estudar todos os materiais de pesquisas e livros que retratam aquele período”, conta JanZeman, Designer de Narrativa & Gameplay, ao falar sobre o processo de elaboração das bases históricas usadas em Legacy of the Forge.
“Também tivemos acessos a documentos fiscais da época que mostram os valores pagos a padeiros e ferreiros, por exemplo. Na parte da Cidade Antiga de Praga, por exemplo, sabemos o número de pessoas que exerciam uma determinada profissão.”
“Além disso, também tivemos acesso a materiais arqueológicos, incluindo uma forja de verdade! Se não tínhamos acesso a algo assim, íamos atrás de documentos que descrevessem os impostos pagos pela burguesia de Praga naquela época. Foi assim que descobrimos que o Sr. Turnowsky era dono de um moinho naquela área próxima ao rio.”
“Temos informações de todos os cantos da República Tcheca, além da Europa como um todo, visto que este tipo de dado é difícil de se encontrar. É preciso ler tudo com calma e aí pensar criticamente como esses relatos se passariam em um lugar como Kuttenberg durante a Idade Média.”
“Apesar de não termos provas de onde exatamente ficavam as forjas de Kuttenberg, trata-se de uma cidade industrial em um período medieval, então com certeza haveria uma forja em algum lugar. E é um jogo, então precisamos de uma em algum canto também.”

Conforme o jogador aprimora sua forja ao jogar este DLC, com o tempo você poderá contar com alguns ajudantes para lhe auxiliarem em seu trabalho. Estes companheiros de forja não só fornecerão itens úteis enquanto você cuida dos seus negócios: eles também são ótimos assistentes quanto o assunto é forjar um item usando os projetos descobertos em Legacy of the Forge.
Neste DLC, os assistentes são mais velhos e experientes do que os aprendizes que são relatados em materiais do Século XV, que foram a inspiração para a criação destes personagens.
“Em Legacy of the Forge, estas pessoas eram mais colegas de profissão do que aprendizes”, relata Zeman. “O mais importante é que, na Idade Média, havia poucos espaços para forjas.”
“Digamos que houvesse três forjas na região, conforme definido pela Guilda. Isso significa que só poderia haver oficialmente três ferreiros e, se você quisesse pegar mais trabalhos, precisava de assistentes para ajudá-lo. Mas, se eles se tornassem habilidosos também, poderiam acabar ir embora para abrir suas próprias forjas.”
Mas não era fácil para um aprendiz simplesmente abrir uma forja onde queriam. Estamos falando de um mundo com uma vida política intensa e os ferreiros eram uma parte vital de uma sociedade feudal verdadeiramente funcional, além de serem pessoas de confiança.
“Era algo muito sério. Ter sua própria forja na Idade Média sendo um mero estranho era algo muito difícil de se conquistar. Outros caminhos seriam ser filho de um ferreiro, casar-se com a filha de um ou, a pior das opções, ser um completo estranho naquela região.”
“Ninguém gostava da ideia de alguém desconhecido numa posição social de confiança dessas por causa de toda a parte política envolvida. Não era desejável ter um forasteiro numa posição de grande influência. Por isso é que há um bom motivo para a forja estar sem um ferreiro e disponível para Henry neste DLC!”
Outro exemplo de como usamos elementos históricos como referencial para o desenvolvimento do jogo está no atributo “Prestígio” (“Prestige”), da profissão de Ferreiro. Conforme o jogador aumenta seu nível de Prestígio, ele ganhará acesso a novas opções de cor para sua casa, novos móveis e novas estruturas para o jardim (como colmeias e laboratórios de alquimia, por exemplo).
“Em termos históricos, se você desejasse fazer algum concerto na sua casa, seria preciso ter uma autorização do conselho da vila. A guilda não era apenas dona da casa, como também controlava a quantidade de forjas e aprendizes naquela região, além do tipo de tecnolofia que qualquer ferreiro poderia usar. Não era obrigatório pagar uma taxa à guilda, mas era preciso cuidar da casa ou da forja.”
“De toda forma, precisávamos de algo simples de se compreender para os jogadores ao invés de interações políticas complexas sobre a mudança a aparência da sua casa. Ficar lidando com burocracia em jogos não é nada divertido, então criamos o atribo de Prestígio, que pode ser aumentado com atividades e que libera items na região.”
Estes são apenas alguns dos meios interessantes que a Warhorse usou para se inspirer no passado sem perder nada da experiência de jogo em prol da precisão histórica.
No caso da sua forja, todos os jogadores poderão iniciar seus negócios após o lançamento de Legacy of the Forge em 9 de setembro de 2025.


