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Como Black Ops Royale está revivendo uma experiência clássica e amada pelos fãs de Call of Duty
- Black Ops Royale será lançado em 13 de março para Call of Duty: Warzone.
Blackout foi um dos pilares do gênero battle royale quando foi lançado para Call of Duty: Black Ops 4 em 2018. Na época, o modo chegou junto com um dos maiores mapas já vistos em um jogo da franquia Call of Duty e trouxe a movimentação característica da série, ganchos de escalada e um sistema de saque inovador.
Agora chega o Black Ops Royale, um novo modo battle royale para Call of Duty: Warzone com lançamento marcado para 13 de março, que terá suporte para até 100 jogadores divididos em 25 esquadrões de quatro.
Diferente dos modos tradicionais, não há Armamentos; todos os jogadores começam em condições iguais. Você cai na ação apenas com uma pistola e um wingsuit. Não existem Estações de Compra, nem Gulag, nem dinheiro no jogo.
Será preciso vasculhar o mapa em busca de equipamentos, garantir armas e aprimorá-las por meio de níveis de raridade para dominar o caos e eliminar os esquadrões inimigos.

Avalon será sua zona de queda, um mapa grande e diversificado com áreas de combate variadas, projetado para jogadores de Warzone e com várias opções de deslocamento — incluindo inserção com wingsuit, Movimento Universal para saltos em paredes, natação e áreas rasas que facilitam a travessia de infantaria e veículos pela água.
Para saber mais sobre o retorno desse modo tão querido pelos fãs, conversamos com Pete Actipis, diretor de Call of Duty: Warzone, sobre o desenvolvimento do Black Ops Royale, como a equipe escolheu quais recursos clássicos do modo inspirado no Blackout seriam modernizados e por que este é o momento ideal para trazê-lo de volta.
“Já se passaram mais de seis anos desde o lançamento original do Blackout”, diz Actipis. “Call of Duty: Warzone existe há bastante tempo, e os jogadores passaram anos no battle royale, mas havia algo puro na experiência do Blackout. Pareceu o momento certo para trazer uma nova experiência ao Warzone, enraizada no primeiro battle royale de Call of Duty.”
Segundo Actipis, tudo começa com Avalon, o novo “grande mapa” do Black Ops Royale. Ele foi projetado do zero pela mesma equipe responsável pelo mapa original do Blackout, que participou ativamente do seu desenvolvimento.
Em vez de simplesmente copiar o Blackout, o objetivo era recriar seu ritmo e estilo de combate em um contexto moderno. Isso pode ser percebido na disposição dos pontos de interesse de Avalon e na forma como o mapa funciona no geral, incluindo áreas urbanas densas, zonas de combate internas, linhas de visão abertas e muito mais.
O mapa também foi desenvolvido para suportar vários veículos, incluindo ATVs, LTVs, um novo helicóptero para cinco pessoas, caminhões de carga, balsas táticas e outros, permitindo movimentação por terra, água e ar em todos os aspectos do ambiente.
“Ao colaborar com a Treyarch não parecia que estávamos fazendo concessões. Muitos desses sistemas evoluíram de forma que pareceria natural se o Blackout tivesse continuado. Avaliamos cada sistema e perguntamos se ele apoiava o ciclo central, se precisava ser reinterpretado ou atualizado”, acrescenta Actipis.
“Isso incluiu aquisição de armas, melhorias de armas, sistemas de inventário, queda de bala e elementos aspiracionais para buscar. Garantimos que homenageamos o ciclo central do Blackout, ao mesmo tempo em que mantivemos o ritmo de uma partida adequado para os jogadores de Warzone. Isso não é um remake. Tem vida própria como uma experiência única.”
Se você é um jogador relativamente novo de Call of Duty como eu, pode ser que não tenha vivido a experiência original do Blackout; ouvir sobre todos esses recursos empolgantes me deixa extremamente animado para experimentar. Sempre que uma equipe de desenvolvimento revisita uma experiência querida pelos fãs como essa, fico curioso para saber quais passos estão sendo tomados para garantir que o Black Ops Royale agrade tanto aos fãs antigos do Blackout quanto aos novos jogadores de Warzone.
“Analisamos o que Warzone faz bem e por que os jogadores gostam dele, ao mesmo tempo em que respeitamos os fãs de Blackout”, diz Actipis.
“Há influências claras da experiência central do Blackout, como a queda de projéteis e o manuseio das armas. Alguns sistemas são uma mistura do antigo com o novo. Por exemplo, trouxemos de volta o kit de primeiros socorros para que os jogadores possam se curar além do limite, mas removemos os curativos e permitimos que a saúde base regenere automaticamente. Também recuperamos o sistema de colete do Blackout, com diferentes níveis de mitigação de dano, mas agora integrado ao sistema de placas do Warzone.”
Outra dessas mudanças foi a adição de Atividades, que são diferentes dos Contratos do Warzone. Aqui, os jogadores precisarão descobri-las por conta própria, o que reforça a exploração e a possibilidade de descobertas em Avalon.
“As Atividades são eventos opcionais que os jogadores podem encontrar e participar para obter recompensas específicas, cada uma com seus próprios riscos. Em ‘Surprise Shipments’, por exemplo, há inimigos hostis dentro de contêineres. Ao derrotá-los, o jogador recebe um colete de armadura e pode conseguir uma chave USB para abrir cofres. Outras atividades oferecem recompensas diferentes, dependendo das necessidades do jogador.”

Me disseram que cada Atividade serve a um propósito específico, dependendo dos seus objetivos durante a partida. Depois de descobrir quais são as recompensas de cada uma, você pode escolher o que deseja buscar. Para ajudar nessa decisão, é possível passar o cursor sobre as atividades no mapa TAC para revelar seus itens antes de se comprometer com aquela Atividade.
A equipe também quer que você desenvolva suas armas jogando, em vez de gerenciar um inventário complexo. Com a simplificação da interface, será possível manter o foco no combate e na estratégia, em vez de ficar nos menus – sou grande fã dessa mudança.
Um aspecto que também me anima é como o ciclo de “vasculhe para sobreviver” será integrado ao Black Ops Royale, diferente do modo Warzone padrão, onde você pode pegar seu Armamento. Sempre gostei da ideia de ter que buscar armas, upgrades e equipamentos – agora será ainda mais importante trabalhar com o que você encontrar ao aterrissar.
“Pegamos o que funcionava e evoluímos para o que os jogadores esperam hoje. Sem Armamentos, todos estão em igualdade de condições. Seja você novo ou já tenha jogado por centenas de horas, você encontra uma arma, vê se combina com seu estilo de jogo e constrói a partir daí. Isso torna o modo muito mais acessível. Cada partida parece uma aventura própria. O Warzone atualmente pode ser muito otimizado, o que pode intimidar jogadores que não investiram tanto tempo.”
Essa abordagem também se aplica aos sistemas de acessórios de armas durante a partida. Você encontrará armas comuns no chão ou em cofres. Para aprimorá-las, são usados Kits de Acessórios encontrados pelo mapa, que aumentam o nível de raridade da arma.
A cada nível de raridade mais alto, novos acessórios pré-definidos são adicionados à arma. Isso vai até o nível Lendário, permitindo que você realmente sinta o impacto ao melhorar seu equipamento durante a partida.
Um exemplo de como isso funciona: suponha que você obtenha um rifle de precisão Viper de raridade comum. É possível atualizá-lo para as raridades Incomum, Raro, Épico e Lendário aplicando Kits de Acessórios. Cada melhoria adiciona acessórios que aprimoram velocidade dos projéteis, resistência ao recuo, estabilidade de mira, controle do recuo e velocidade de recarga. O Viper totalmente aprimorado na raridade Lendária terá grandes aumentos de atributos e cinco acessórios, tornando-se uma arma de precisão poderosa.
Também existem outras oportunidades de saque, como as Cradle Breaches, que introduzem incursões de zumbis e recompensas de alto nível, trazendo mais um elemento de risco e recompensa ao Black Ops Royale.
“As Cradle Breaches são sucessoras espirituais das zonas de zumbis do Blackout”, explica Actipis. “Um evento público avisa os jogadores antes que uma carga seja lançada e libere gás cradle, causando alucinações. Existem dois tipos atualmente: uma é uma horda de zumbis, em que ao eliminar uma quantidade suficiente de inimigos, o jogador tem a chance de abrir a caixa misteriosa e conseguir armas exóticas ou maravilhosas. A outra é uma luta contra o chefe Mangler; ao derrotá-lo, os jogadores ganham acesso a um colete de armadura nível três.”
Actipis me disse que, embora esses encontros de Cradle Breach sejam focados em PvE, ainda estamos falando de Warzone, o que significa que você pode esperar lidar com equipes rivais que podem entrar na área com o mesmo objetivo (ou escolher emboscar depois que outros concluírem a tarefa).
Essa incerteza aumenta o risco ao redor do lançamento da carga. Além disso, esses eventos só duram por um tempo determinado — assim que o gás dissipa, tanto inimigos quanto recompensas não ficam mais disponíveis.
Outra mudança é que o Black Ops Royale vai abandonar o Gulag em favor de um sistema de Redeploy Token e Redeploy Tower. Funciona assim: você começa com uma Redeploy Token que te faz reaparecer automaticamente se for eliminado, mas encontrar outra é extremamente raro.
Diferente do Resurgence, você não pode contar com reviver várias vezes. Isso faz das Redeploy Tower pontos arriscados, onde as equipes terão que lutar para trazer os colegas de volta.
Eu gosto dessa mudança em relação ao Gulag, e não só porque raramente ganho nele, mas porque isso incentiva muito mais a coordenação entre os membros do time para me colocar de volta na partida. E o fato dessas Torres se tornarem zonas de conflito para que isso aconteça só aumenta ainda mais a tensão, criando encontros inesperados em toda partida.

Por fim, há o sistema de Perks, que conta com bônus consumíveis e temporários. “Os jogadores podem encontrar e usar Perks Consumíveis inspirados no Blackout. Eles são obtidos durante a partida e podem ser ativados a critério do jogador. É possível carregar até cinco perks ao mesmo tempo, com outros disponíveis para serem encontrados ao longo da partida. Como os perks são consumíveis e temporários, os jogadores precisam tomar decisões estratégicas sobre quando utilizá‑los, adicionando uma camada extra de estratégia a cada confronto.”
Como bônus, a progressão do Black Ops Royale também é integrada a Call of Duty: Black Ops 7, Modo Zumbis e Warzone — o XP obtido em qualquer um desses modos é compartilhado entre eles, permitindo desbloquear recompensas como novas armas, acessórios e outros conteúdos temáticos.
Quando o evento Counter Skies começar, um evento por tempo limitado que acontece de 17 de março a 2 de abril, será possível avançar no progresso para itens especiais como a Swordfish A1 (MR), o Echo 12 Backlash Launcher (acessório) e muito mais. (Você pode saber mais sobre o evento Counter Skies no blog oficial de Call of Duty.)
Black Ops Royale parece estar se consolidando como uma experiência nova e nostálgica, enraizada no Blackout original, mas com melhorias modernas em personalização de armas, jogabilidade tática e design de mapa, alinhadas ao que vemos hoje em Call of Duty: Warzone.
Para quem não teve a chance de jogar o mapa original, este parece ser o momento ideal para retornar a Warzone. O lançamento de Black Ops Royale está previsto para 13 de março em Call of Duty: Warzone.
Call of Duty: Black Ops 7 já está disponível para Xbox Series X|S, Xbox One, Xbox no PC, dispositivos portáteis ROG Xbox Ally, nuvem, Battle.net, Steam, PlayStation 5 e PlayStation 4. O jogo faz parte do programa Xbox Play Anywhere e está disponível no Xbox Game Pass Ultimate e no PC Game Pass.


