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Conversamos, atiramos e nos esquivamos em The Outer Worlds 2
“Maneiro!” Foi a palavra que imediatamente veio à minha cabeça enquanto eu disparava mais um tiro com minha Bio-Mass Shotgun, causando grande dano corrosivo a um soldado inimigo e vendo-o praticamente derreter diante dos meus olhos.
Eu alternava constantemente entre ela, uma submetralhadora e uma metralhadora pesada, causando dano a todos os habitantes de uma estação de pesquisa no espaço profundo — porque é assim que eu ajo como agente especial da Diretoria da Terra.
Mas, olha, aquela shotgun ficou nos meus pensamentos muito tempo depois da demonstração de prévia no Xbox Games Showcase ter terminado.
Como detalhamos anteriormente, The Outer Worlds 2 se passa na colônia espacial de Arcadia, que está vivendo um momento especial. Entre fendas no espaço-tempo, alianças em constante mudança e três facções em conflito pelo controle, muita coisa está acontecendo. E o principal: minha escolha de encarar essa situação como um maníaco que parte para a ação e joga ácido é apenas uma das formas de abordar isso.
Ao entrar na história, você é convidado a ajudar Arcadia da forma que achar melhor, e a demo que experimentei oferecia opções de conjunto de habilidades voltadas para furtividade e espionagem, lábia afiada ou destruição desenfreada. Então decidi: “Por que não tentar as três?”
Rastreando um Rift Anomaly Modulator
O clima geral de The Outer Worlds 2 mantém o ritmo do excelente jogo original, misturando conceitos de ficção científica avançada com crítica social e uma pitada de humor absurdo. A missão desta demo prática nos pediu para localizar (ou melhor, roubar) um Rift Anomaly Modulator, um dispositivo complexo capaz de restaurar áreas da base afetadas por fendas (vou explicar melhor o que isso significa em breve), antes de escapar do laboratório onde está sendo mantido.
Comecei minha experiência com uma opção de build voltada para combate e me senti agradavelmente overpower enquanto alternava entre três armas muito poderosas – os inimigos que encontrei não tiveram muita chance, mas apreciei suas tendências de tentar sobreviver, procurando cobertura e atirando dali na rara ocasião em que escapavam da minha primeira saraivada de balas.
O combate parece ainda melhor do que no original – as armas são variadas e têm peso, enquanto o movimento é preciso, passando a sensação de um shooter em primeira pessoa realmente satisfatório por trás de toda a robusta camada de RPG.
Tem muita coisa aqui para a qual quero voltar – por exemplo, li sobre uma arma que encolhe os inimigos. Isso me interessa muito.

Encontramos! E agora?
Não demorou muito até finalmente encontrarmos o Rift Anomaly Modulator e, assim que coloquei as mãos nele, fui logo testando para ver qual era o motivo de tanto alarde – descobri que é um dispositivo de deslocamento temporal capaz de restaurar seções dos cenários que haviam desabado por causa do surgimento dessas chamadas fendas.
Ao interagir com qualquer uma delas, plataformas desmoronadas reaparecem para você pular, aparentemente recriando o que existia antes de serem destruídas. E, coincidentemente, conseguir pular nessas plataformas me permitiu acessar locais que antes estavam inacessíveis.
O efeito de ver essas plataformas ressurgindo foi impressionante, e foi uma bela demonstração dos artistas e designers de fases da Obsidian para mostrar o que conseguiram fazer de maneira maior e melhor neste novo jogo.
O melhor de tudo é que nem toda fenda precisa ser usada para alcançar seus objetivos finais – algumas podem ser encontradas e exploradas simplesmente porque você acabou indo parar no lugar certo.
E se tentássemos resolver tudo na conversa?
Talvez você prefira ser mais um mestre da lábia a alguém rápido no gatilho. Em um arquivo de salvamento separado, consegui reiniciar a demo com um personagem com habilidades voltadas mais para encantar as pessoas e sair de situações perigosas falando, e menos para resolver tudo explodindo coisas.
Embora ainda conseguisse eliminar salas cheias de guardas quando necessário (com a ajuda de uma escopeta de gelo incrivelmente útil), meu foco principal era conversar primeiro e atirar depois. Bem rápido, encontrei uma cientista com algumas queixas contra o chefe — que, por acaso, era minha chave para fugir com o Modulador roubado.
Esse personagem está sempre disponível para ser encontrado, mas não a vi na minha primeira tentativa — prova de como há muito mais detalhes para descobrir se você realmente explorar o jogo.
Depois de convencê-la através de uma série de testes de conversa, ela me mandou invadir o escritório do chefe, acessar o computador dele e recuperar provas de que ele estava por trás do experimento sabotado que havia colocado ela em apuros com as autoridades.
Ao voltar com as informações, ela me deu uma nova opção para realizar minha fuga. Em vez de simplesmente enfrentar o chefe (naturalmente usando um traje mecânico personalizado), ela o distrairia enquanto eu circulava pelo galpão, hackeava o controle das torres de segurança e mudava as prioridades dos alvos delas.
O que veio a seguir foi uma sequência muito divertida no qual as forças inimigas foram dispersas e destruídas rapidamente, enquanto eu assistia (e ocasionalmente disparava um ou outro míssil teleguiado) das vigas superiores.
Essa é uma demonstração perfeita de até onde The Outer Worlds 2 permite que você subverta a ordem esperada das coisas – e também deixou claro o quanto disso eu poderia ter descoberto sozinho, mesmo que nunca tivesse conhecido minha nova amiga cientista.
Esse único nível, autossuficiente, está repleto de detalhes a mais para você explorar e ver como eles podem ajudar ou atrapalhar a sua abordagem. Se você tivesse um conjunto de habilidades voltada para furtividade, por exemplo, provavelmente conseguiria encontrar esses pontos de interesse adicionais ainda mais facilmente do que eu, mesmo sem orientação – aliás…

E a furtividade?
Abrindo um terceiro arquivo de salvamento, experimentei a opção de personagem focada em furtividade. Mudar de tática, de sair atirando em todo mundo para tentar não fazer barulho algum, foi uma grande transição. Na verdade, comecei a valorizar muito mais o design das fases e a buscar o caminho mais eficiente para eliminar todos os inimigos da sala sem ser detectado.
Senti um clima de Deus Ex ao perceber a variedade de dutos de ventilação acessíveis, me dando a opção de evitar combates completamente e seguir direto para o objetivo.
Claro que eventualmente fui detectado, e aí sacava minha espada, Murder’s Best Friend (Melhor Amiga do Assassinato em tradução livre), para acabar com os inimigos restantes antes que a situação saísse do controle. E mesmo que minha abordagem resultasse em um tiroteio, meu rifle de precisão, o Last Whisper, era mais do que eficiente para eliminar alvos à distância.
Acho que, pessoalmente, continuo preferindo a abordagem voltada para o combate — as armas são realmente divertidas — então talvez esse seja o caminho que eu siga. Mas é bom saber que existe uma rota furtiva bem planejada, oferecendo muitas opções de como cada um quer jogar The Outer Worlds 2.
Mais, mais e depois mais um pouco
Meu tempo com o jogo obviamente foi breve, mas se essa amostra de uma aventura maior serve de indicação, já deu para sentir como essa sequência está apostando muito mais em incentivar a experimentação do jogador e abordagens de combate variadas do que o original.
Agora parece que tanto os sistemas de RPG quanto de tiro evoluíram, trazendo uma experiência de jogo de interpretação de papeis mais robusta e equilibrada nesse incrível universo de ficção científica.
Ainda há muito mais para explorar aqui, como testar outras táticas de combate, caminhos de diálogo ou ver como se sair mergulhando no papel de um mestre da furtividade.
Não vai demorar muito até podermos descobrir o que o resto de Arcadia nos reserva quando The Outer Worlds 2 for lançado em 29 de outubro para Xbox Series X|S, Xbox PC, PlayStation 5, Battle.net e Steam, além de estar disponível no primeiro dia no Game Pass Ultimate.


