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Indie Selects para novembro de 2025 (e mais algumas coisas legais!)
A temporada de festas chegou, e a equipe do ID@Xbox está animada para compartilhar os Indie Selects deste mês! Antes de começarmos, queremos expressar nossa sincera gratidão pelo seu apoio contínuo aos jogos independentes em Xbox, enquanto celebramos o segundo ano deste programa.
Obrigado por explorar nossas seleções e por valorizar os incríveis criadores que tornam essas experiências possíveis.
Também estamos empolgados em trazer de volta os destaques anuais do Indie Selects! A partir de 10 de dezembro e até o fim do ano, vamos apresentar e promover alguns dos nossos títulos favoritos de 2025. Não perca!
Por fim, anote na agenda! Em 28 de janeiro de 2026, retorna a Celebração de Aniversário do Indie Selects. Vamos selecionar seis títulos indie de destaque do último ano, nossas escolhas imperdíveis, e destacá-los em uma coleção especial de aniversário para homenagear seu impacto duradouro. Em breve teremos mais detalhes, mas, por enquanto, vamos aproveitar o momento.
Confira o que preparamos para você este mês (sem ordem específica):
Master Lemon: The Quest for Iceland

Jessica Ronnell: Master Lemon: The Quest for Iceland é uma aventura indie divertida que mistura exploração acolhedora com puzzles suaves, focados em ideias, e uma estética encantadora de pixel art.
Você joga como Limão, um poliglota corajoso que explora versões de conto de fadas da Islândia—costas ventosas, trilhas cobertas de musgo e personagens excêntricos—enquanto uma narrativa calorosa e tranquila incentiva a curiosidade em vez da pressa.
Comecei com uma “partida rápida” e, horas depois, percebi que já era bem depois da meia-noite. O jogo apresenta novas formas de locomoção e conceitos de quebra-cabeça como sugestões amigáveis: você aprende, sorri e tenta mais uma vez.
O que realmente me surpreendeu foi como ele reacendeu meu amor por idiomas. Me peguei ouvindo palavras em islandês (e outros idiomas também) e repetindo em voz alta. Esses momentos tornaram o mundo de Limão autêntico e transformaram a jogabilidade em uma verdadeira aventura cultural.
O jogo até lembra que as palavras têm poder—algo fácil de esquecer na correria do dia a dia.
Saber da história por trás tornou a experiência ainda mais significativa. Este é um projeto profundamente pessoal do fundador Julio de Santi, inspirado em seu amigo André Lima (“Limão”), um poliglota brasileiro que sonhava em aprender islandês e visitar a Islândia. Depois que Limão realizou esse sonho, ele infelizmente faleceu. O jogo serve como uma homenagem a ele e um convite para que os jogadores também corram atrás de seus próprios sonhos.
Se você gosta da exploração tranquila de A Short Hike, da travessura divertida de Untitled Goose Game ou da criatividade peculiar de Donut County, vai se sentir em casa. É perfeito para quem busca um espaço imaginativo para relaxar, aprender na prática e saborear pequenas descobertas. Você entra pelo charme, fica pelos momentos de “aha” e sai com algumas palavras novas girando na cabeça.
Blood West
Steven Allen: Blood West é um simulador imersivo de terror e furtividade, ambientado em um velho oeste amaldiçoado onde cada sombra esconde algo afiado, faminto ou morto-vivo.
Imagine a sobrevivência de um cowboy, só que mergulhada no folclore oculto e costurada com decisões clássicas de jogos imersivos. É uma experiência de ritmo lento — onde cada bala faz diferença, cada passo é importante, e cada encontro parece saído de um pesadelo empoeirado.
Entrar em Blood West me fez sentir como se estivesse em um remix febril de Thief, S.T.A.L.K.E.R. e um faroeste de madrugada. O que me chamou atenção primeiro não foram os monstros — foi o silêncio. O jogo recompensa a paciência, o planejamento e aquela satisfação de superar algo que claramente quer te devorar.
Logo estava me esgueirando por minas abandonadas, procurando munição e aprendendo a transformar o próprio ambiente em arma. A sensação de domínio é real ao começar a criar rotas furtivas, acertar flechadas perfeitas e gerenciar recursos escassos como um verdadeiro estrategista do oeste.
Se você é alguém que gosta de furtividade imersiva, exploração tensa e aquela adrenalina do “sobrevivi por um triz”, vai se sentir em casa — bom, naquele tipo de casa estranha e assombrada.
Quem aprecia tensão crescente, sistemas inteligentes e mundos atmosféricos vai encontrar muito para aproveitar aqui. E se você sempre quis um faroeste que mergulha de cabeça no horror sobrenatural, sem perder a essência do gênero, Blood West ocupa esse espaço com maestria.
Tormented Souls 2

Deron Mann: uma continuação de seu premiado antecessor, Tormented Souls 2 é um jogo de survival horror com câmera fixa que abraça a atmosfera e a direção dos clássicos, ao mesmo tempo em que adapta a experiência para um público moderno.
Os jogadores assumem o papel de Caroline Walker, que está em uma missão para salvar sua irmã de um culto sinistro. Resolva quebra-cabeças, enfrente monstros e prepare-se para se perder algumas vezes!
Desde o momento em que comecei a jogar, Tormented Souls 2 me pareceu quase como uma continuação do remake original de Resident Evil – o que eu AMO. Ele se mantém fiel às raízes dos primeiros clássicos do survival horror, com ângulos de câmera fixos, design de quebra-cabeças, recursos limitados, entre outros, enquanto incorpora recursos e conceitos únicos para tornar a experiência mais moderna.
Em outras palavras: se você gosta da jogabilidade e do clima dos clássicos Resident Evil e Silent Hill, mas procura algo novo, com visuais atualizados e sem controles tanque, então este jogo é para você!
É uma história de horror gótico insana, com um toque lovecraftiano, sobre salvar sua irmã de um culto, cheia de vários inimigos e chefes para enfrentar, alguns sustos repentinos, ambientes lindíssimos para explorar e, claro, quebra-cabeças de deixar qualquer um de cabeça quente.
Não diria que sou um aficionado por survival horror, mas pelo que joguei, as 15 a 20 horas de duração realmente me chamaram a atenção — o gênero costuma ser mais curto e direto, mas este jogo continua surpreendendo de formas que mantêm o interesse. Você não precisa jogar o anterior para começar, mas sinto que devo agradecer à Dual Effect por reacender meu amor esquecido pelo gênero. Fiquei preso do início ao fim e, sem dúvida, virou um dos meus favoritos do ano!
The Jackbox Party Pack 11
Raymond Estrada: o pacote de jogos voltou, baby! Se você nunca experimentou esse favorito das noites de jogos, chame alguns amigos para virem, porque este novo pacote entrega tudo. Este pacote não repete nenhum jogo e traz cinco games totalmente novos, então é obrigatório para quem curte festas e está se preparando para os encontros de fim de ano.
Como sempre, não precisa de controles extras — todo mundo entra no lobby pelo celular, pronto para provar que é tão esperto quanto diz!
Nossos amigos começaram com Legends of Trivia e, meu Deus, os nerds da sala vibraram. Esse jogo já elevou o padrão, pois é um cooperativo de perguntas e respostas para seis jogadores, no estilo D&D, com classes, monstros, itens e caminhos diferentes. Conquiste a terra de Tri-via usando fatos e inteligência!
Depois, fomos para Suspectives, um novo party game no estilo máfia/lobisomem, com enquetes que realmente testam suas habilidades de detectar mentiras. Quando a confiança foi abalada, o pessoal mais criativo pulou para Cookie Haus, um jogo de desenho em que você cria biscoitos com texturas malucas, pedidos insanos e muita personalização. O detalhe? Você fica preso ao formato que escolheu, então é preciso pensar fora da caixa!
Em seguida veio Hear Say, totalmente focado em sons e imagens: você recebe um comando, imita usando o microfone e assiste à melhor interpretação acontecendo. Microfone obrigatório, risadas garantidas.
Por fim, jogamos Doominate, o game mais clássico no estilo Jackbox: começa com uma frase animada e termina com o desfecho mais engraçado e terrível. A resposta mais “pé frio” ganha!
No geral, isso rendeu uma noite de jogos sensacional. Provavelmente é meu Jackbox Party Pack favorito em anos. Se você está procurando algo novo para animar a noite de jogos, esse é o pacote, seja você novato na série ou já tenha vários desses packs na sua coleção.
SEDAP! A Culinary Adventure

Jun Shen Chia: Se você procura diversão caótica com um toque marcante do Sudeste Asiático, Sedap! A Culinary Adventure da kopiforge é o jogo cooperativo de culinária e combate perfeito para você.
Essa é uma celebração vibrante da cultura gastronômica da região, onde você e um amigo correm para servir clássicos como arroz de frango, rendang de carne, banh mi e muitos outros para clientes famintos, tudo isso enquanto exploram a mística Ilha Khaya, cheia de monstros.
A magia de Sedap! (“delicioso” em malaio) está na sua alegria caótica: você vai picar, fritar, montar pratos e (inevitavelmente) gritar com seu parceiro enquanto os pedidos se acumulam e monstros invadem a cozinha.
Seja jogando sozinho ou em cooperativamente, cada momento é um teste hilário de coordenação, timing e sua capacidade de manter a calma quando o famoso “chili” pega fogo no modo Hora do Rush.
Sedap! se inspira na fórmula de Overcooked com o seu sistema único de dois papéis: Som, o Cozinheiro, e Gon, o Caçador. Isso significa que o trabalho em equipe é essencial, pois cada um tem uma função, mas as situações engraçadas acontecem quando um precisa parar de cortar mangas para ajudar o outro a caçar uma galinha, ou o outro precisa largar a caça para preparar um boba.
O jogo também traz upgrades de armas e utensílios, um Makanomicon para preencher com todos os tipos de pratos e biomas com desafios próprios para explorar. Com a vibe divertida e fresca do Sudeste Asiático, diálogos bem-humorados entre os personagens e jogabilidade caótica, Sedap! é cheio de personalidade e vai deixar você querendo jogar mais.
The Lonesome Guild
Oscar Polanco: a música de abertura define o clima imediatamente: exuberante, nostálgica e evocando contos épicos. Combinada com uma arte charmosa e acolhedora, já dá para sentir desde o início que The Lonesome Guild está te convidando para uma aventura cheia de coração.
A história começa com Davinci, um coelho inventor antropomórfico e excêntrico, explorando ao ar livre quando o mundo é envolto por uma misteriosa névoa vermelha que infecta tudo o que toca com solidão, transformando-os em seres malignos. Enquanto foge do caos, você encontra um fantasma sem nome que caiu do céu sem memórias.
Apesar do título, conforme a história avança, você recruta novos membros para a guilda de todos os tipos, cada um movido por suas próprias razões e motivações, mas com o mesmo objetivo de salvar o mundo.
O elenco é maravilhosamente escrito, oferecendo não apenas estilos de combate distintos, mas também personalidades cativantes que realmente se equilibram entre si.
Logo você terá um personagem favorito, como o arqueiro silencioso, Sr. Raposa, ou a capivara estilosa e cheia de energia, Ran Tran Trum.
O combate é um RPG de ação no estilo hack-and-slash com visão superior, em que cada personagem possui habilidades especiais únicas. Você controla até 4 personagens usando o fantasma para “possuir” quem deseja comandar, o que adiciona uma camada extra de charme e criatividade tanto na resolução de puzzles quanto nas batalhas.
Meu elemento favorito são as paradas para descanso na fogueira; esses momentos marcantes servem não só para pausar e refletir sobre a história até então, mas também para evoluir e fortalecer seus personagens através de Pontos de Relacionamento. Esses momentos são calorosos e íntimos, criando espaço para se conectar aos personagens, lembrando clássicos como Chrono Trigger, onde cada trama e desfecho importa.
Se você procura um jogo aconchegante e com profundidade emocional para alegrar e aquecer os dias de inverno, ou simplesmente quer um mix relaxante de puzzles, exploração e combate, The Lonesome Guild é uma recomendação fácil.
Puxe uma cadeira ao lado da fogueira e aproveite a companhia dessa equipe carismática — você vai se surpreender com a rapidez que o verdadeiro inimigo, a “Solidão”, desaparece.


