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Prévia da campanha de Gears of War: E-Day – Brutal, brilhante e Gears em sua essência

Há algo a ser dito sobre um videogame tão emocionalmente marcante naquilo que oferece que eu passo alguns segundos apenas sentado no lobby, olhando para os personagens com admiração.

Foi assim que comecei minha primeira prévia da campanha de Gears of War: E-Day na semana passada, uma experiência que me pegou totalmente de surpresa pela nostalgia ao ver uma recriação moderna dos protagonistas da série, Marcus e Dom.

Mas o que é realmente extraordinário em E-Day — dos designs dos personagens ao mundo que você explorará, até o impacto satisfatório de Marcus deslizando para se proteger — é que ele me transportou de volta à sensação de jogar Gears of War há 20 anos, e é tão impressionante quanto aquele jogo original foi, se não mais.

Caso precise relembrar, E-Day se passa em um momento decisivo da saga Gears of War, quando os Locust emergem debaixo do planeta Sera em uma emboscada inesperada e implacável contra a cidade de Kalona, um novo destino criado especificamente para este jogo.

Ao longo de três noites intensas, Marcus, Dom e seus dois novos membros de esquadrão entram em uma luta desesperada pela sobrevivência enquanto tentam entender e derrotar esse novo inimigo aterrorizante.

O primeiro dia

A história é tão envolvente para esta fã de longa data de Gears quanto a jogabilidade. A demo da campanha de E-Day começa na abertura do Ato 2, nas primeiras horas depois que os Locust surgem na superfície pela primeira vez.

A Prefeitura de Kalona foi convertida às pressas em uma base de operações da CGO, funcionando em parte como triagem médica e em parte como centro de comando para quaisquer Gears que conseguirem encontrar.

Lá dentro, o Esquadrão Bravo se reúne oficialmente: Marcus e Dom, ao lado dos estreantes na franquia Lucas Reyes e Mags Carter. Eles são imediatamente convocados para uma reunião estratégica com a exausta prefeita de Kalona e o Coronel Trench, o rígido oficial da CGO que agora está no comando da situação.

A narrativa da The Coalition se encaixa desde a primeira cena. Há uma tensão afiada e latente entre a prefeita e Trench — um choque de prioridades, enquanto um luta para proteger os civis de Kalona e o outro está totalmente focado na batalha que vem pela frente.

Enquanto esses dois personagens conversam, Marcus e o restante do Esquadrão Bravo permanecem em silêncio disciplinado. Não há piadas sarcásticas nem sugestões estratégicas; todos apenas aguardam calmamente a próxima ordem, um silêncio que diz muito sobre quem eles são neste momento. Embora Marcus seja reverenciado como um herói de guerra, seu respeito pela cadeia de comando prevalece neste momento sem precedentes, em que ninguém sabe realmente o que fazer.

O Esquadrão Bravo se apresenta para o dever e é solicitado a fornecer seus dados e contato de familiar mais próximo à Capitã Akila Grey, que agora supervisiona sua mobilização. É uma cena pequena, mas as respostas deles oferecem uma visão real de quem eles são.

Dom cita sua esposa, Maria, e rapidamente pergunta sobre Ephyra, onde está sua família. Nem Carter nem Reyes indicam um familiar próximo, o que imediatamente estabelece um vínculo entre os dois. Marcus registra seu pai, Adam Fenix, um reconhecido veterano de guerra e criador do Martelo da Aurora, estabelecendo de imediato expectativas para o desempenho do próprio Marcus.

Trench também menciona “colocar o Martelo em operação” — uma possível referência ao Martelo da Aurora, o satélite orbital convocado para eliminar inimigos de grande porte na série Gears of War.

Entrando no mundo de Marcus

Com o cenário estabelecido, é hora de Marcus, nosso protagonista principal, como foi ao longo da trilogia original de Gears. Este Marcus é mais jovem, menos marcado pela guerra e menos instável — parece que a The Coalition teve um cuidado extremo ao construir uma versão dele que soa autêntica, mas menos moldada pelos eventos dos jogos posteriores.

Ele e sua equipe partem para a próxima missão, garantir acesso a uma ponte.

A partir dessa cena, sou lançada direto na jogabilidade com um tiroteio intenso, e fico feliz em dizer que ela parece essencialmente Gears, agora reforçada por uma resposta moderna e precisa.

A memória muscular de antes entra em ação: correr entre carros abandonados e soltando fumaça em busca de cobertura antes de descarregar uma rajada completa de balas da Lancer no rosto de um Drone. As armas têm um impacto satisfatório, e o Recarregamento Perfeito retorna, permitindo que um toque bem cronometrado no botão superior acelere seu próximo pente em momentos de tensão — enquanto um erro pode travar sua arma, é claro.

Os Drones Locust em E-Day são, por falta de uma expressão melhor, uns completos desgraçados. Eles são ferozes, inteligentes e notavelmente sorrateiros — a inteligência por trás deles fica evidente desde o início. Normalmente, eles ficam parados em um lugar para atirar em você, mas, se você revidar, mergulham para trás de uma cobertura, recuam taticamente ou tentam flanquear você.

Em certo momento, um Drone lançou uma granada de fumaça para me cegar antes de correr para dentro da própria fumaça para me acertar um soco, algo que foi ao mesmo tempo inteligente e absolutamente desnecessário — e que recebeu como resposta um disparo de escopeta no rosto.

Drones empunhando rifles de precisão poderosos obrigaram o esquadrão a parar, manter posição e eliminá-los com cuidado. Alguns inimigos eram tão astutos que precisei confiar em pistas sonoras para saber se algo estava se aproximando por trás de mim — o que acontecia com bastante frequência.

A pura capacidade desses monstros, que antes muitas vezes pareciam irracionais, agora é aterrorizante, e isso me manteve constantemente em alerta durante o combate, saboreando os breves e doces momentos de pausa.

O diálogo reativo nesses momentos também é magistral; entre as habituais provocações de combate e chamados para recarregar, os personagens estão absorvendo informações sobre essas criaturas em tempo real, tentando entender o que são, o que conseguem fazer e, mais importante, como contê-las.

O Esquadrão Bravo encontra Wretches avançando pela parte inferior de uma ponte, rapidamente apelidados de “Rastejadores” por um esquadrão próximo, facilmente identificáveis pela forma como se movimentam. Também encontrei Boomers Locust durante a demo — tanques enormes e pouco inteligentes que empunham artilharia pesada capaz de devastar você com um único disparo.

É uma verdadeira sinergia entre história e jogabilidade: aprendemos tanto em movimento quanto nas cenas.

Sendo apoiada por companheiros

No modo para um jogador, você assume o controle de Marcus, mas todos os quatro personagens do Esquadrão Bravo são jogáveis em um lobby multiplayer para quatro pessoas. Neste caso, meu esquadrão é controlado pela IA, mas, felizmente, eles são incrivelmente inteligentes e estratégicos. Nas poucas vezes em que fui derrubada por inimigos, meus companheiros priorizaram correr até mim para me levantar ou, no caso de Dom, arrancar um inimigo de cima de mim pulando em suas costas e esfaqueando-o violentamente até a morte, como irmãos fazem.

Quando os Drones decidiam flanquear, minha equipe estava atenta, muitas vezes lidando com ameaças fora do meu campo de visão antes mesmo que eu percebesse que elas estavam ali. A capacidade de reação da equipe faz com que ela pareça uma unidade de verdade, na qual é possível confiar, mesmo no modo para um jogador com companheiros controlados pela IA. Com um grupo completo de jogadores nesses papéis, não tenho dúvidas de que a sensação será ainda melhor.

Ao seu redor, a cidade parece dinâmica e eletrizante; a luta não acontece apenas onde você está, ela continua ecoando por ruas distantes, entre prédios e pelo céu, enquanto CGOs por toda parte assumem suas próprias missões.

Nos jogos anteriores de Gears, muitas vezes parecia que seu esquadrão era uma exceção em ambientes que os Locust já haviam dominado. Em Kalona, é possível ver os resquícios de uma vida civil interrompida — incluindo uma cena solene em que o Esquadrão Bravo avança por um trem infestado de Locust e cheio de vítimas civis.

Origens humildes

O Capítulo 2 do segundo ato nos leva ao Estádio Oria, um ponto de referência de Kalona que se transformou em uma base avançada para operações militares. Aqui, testemunho outra cena brilhante quando o Esquadrão Bravo se encontra com Tai Kaliso e o Esquadrão Theta, e é apresentado à famosa Lancer Motosserra da série.

É um momento de história incrivelmente divertido — o protótipo é montado de forma rudimentar, mas cuidadosa, combinando uma Lancer padrão com uma motosserra antiga, e é oferecido ao Esquadrão Bravo para uso enquanto a equipe faz uma pausa, troca piadas e compartilha histórias de guerra.

É um momento que raramente vemos em Gears — um retrato inicial da guerra em que nosso grupo parece esperançoso de que a maré possa virar. Em outro ponto, Dom volta a perguntar sobre Ephyra, onde sua esposa e sua família vivem, agarrando-se à ideia de que a ausência de notícias é uma boa notícia.

Depois de pegar um mapa turístico de Kalona como guia improvisado — uma forma muito legal de enfatizar que os Gears estão basicamente improvisando com recursos simples —, a equipe parte novamente para proteger uma estação ferroviária próxima.

Esse confronto também serve como introdução a mais recursos oferecidos no jogo completo: caixas de suprimentos estão espalhadas pela cidade e podem ser usadas para reabastecer munição, alterar seu equipamento se necessário e equipar modificações de armas — adicionando ajustes divertidos, como bônus de dano e recargas após abates com motosserra.

É aqui que Kalona começa a se abrir, e o panfleto turístico que peguei acaba se tornando meu mapa dentro do jogo. Em outros pontos, outros esquadrões como o seu estão cuidando de suas próprias missões, o que faz o Bravo parecer, por falta de uma expressão melhor, uma engrenagem em uma máquina muito maior, em vez de um grupo de heróis.

Isso é reforçado por uma missão secundária opcional no Capítulo 2, em que o esquadrão pode parar para ajudar outra equipe em apuros antes de seguir para seu objetivo principal, um toque interessante em uma história que, de outra forma, é linear.

Quando a demo chega ao fim, tenho um vislumbre dos Equipamentos Táticos — itens recarregáveis que podem ser usados em batalha, como injetores de vida e arremessáveis para atordoar inimigos. Depois que a estação ferroviária é protegida, após uma luta brutal em vários níveis, minha experiência com a demo se encerra e, assim como o Esquadrão Bravo, estou cheia de otimismo pelo que a experiência completa irá entregar.

Cada encontro mostrado neste pequeno recorte da campanha de E-Day parece notavelmente intencional — cada objetivo, cada troca tensa entre soldados e civis, cada bala que você dispara carrega um propósito, digo isso depois de ficar sem munição repetidas vezes.

O Esquadrão Bravo, especialmente Marcus e Dom, não são aqui os heróis rebeldes, desafiadores de ordens, que iniciam a famosa fuga da prisão no Gears of War original.

Eles são obedientes com seus superiores, brincalhões quando têm algum tempo livre e cautelosamente otimistas em relação à batalha que está por vir, e é essa humanidade que faz E-Day brilhar.

Os eventos deste momento estão estabelecendo retroativamente as bases para o restante da série e, se esta prévia serve de indicação, a The Coalition parece estar cumprindo esse objetivo com extrema clareza e confiança.

A campanha de E-Day é uma história que lembra exatamente por que esta franquia é tão reverenciada: uma aventura brutal e emocionante pela noite que deu início a tudo.


Fonte:Xbox Wire Brasil

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