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Um guia turístico de Forza Horizon 6 pela perspectiva de um designer
Resumo
Está quase na hora! Forza Horizon 6 será lançado nesta terça-feira, 19 de maio, e promete nos levar em uma viagem épica por uma recriação hipnotizante do Japão. Dos alpes cobertos de neve às ruas densas e movimentadas de Tóquio, passando por tudo o que há entre esses extremos, a equipe de Forza preparou a maior e mais exploratória aventura da série até agora.
A jornada fica ainda mais envolvente graças ao novo recurso de Diário do Forza Horizon 6, que incentiva os jogadores a explorar e documentar o máximo possível do mundo.
A nova névoa que encobre o mapa mostra onde você já esteve e onde ainda falta visitar, e a função de fotografia permite capturar pontos de interesse, marcos icônicos e maravilhas naturais impressionantes para adicionar ao seu Diário enquanto explora.

Embora Forza Horizon 6 tenha tomado o máximo cuidado para garantir que esses espaços sejam fiéis à realidade, é importante lembrar que este mundo não é uma recriação exata do Japão real, mas sim uma interpretação dos pontos de referência e de como eles são conectados de maneira autêntica – levando em consideração como você pode chegar perto e explorar esses edifícios históricos estando dentro de um carro.
Há muitos fatores a considerar do ponto de vista do design, e quem melhor para responder do que a própria equipe?
Para celebrar o lançamento de Forza Horizon 6, conversamos com Torben Ellert – Diretor de Design, e Don Arceta – Diretor de Arte, para saber mais sobre como esses belos edifícios foram reconstruídos para um jogo de corrida e entender melhor o processo por trás de alguns dos marcos mais famosos presentes no Japão de Horizon.
Se você não sabe por onde começar sua visita, este texto também serve como um guia prático para áreas do Forza Horizon 6 que merecem ser descobertas.
Cachoeira de Nachi
O primeiro passo para recriar qualquer coisa – seja um edifício, uma estrada icônica ou até mesmo uma vila à beira-mar do Japão – é fazer com que o espaço pareça real e convincente dentro do contexto em que está inserido.
Neste exemplo, trata-se da Cachoeira de Nachi, a mais alta do Japão, com uma queda vertical de 133 metros sem interrupção. A cachoeira também serve como pano de fundo para o Santuário Kumano Nachi Taisha, um santuário vermelho impressionante que, é claro, foi construído muito antes da invenção dos carros.
Segundo Arceta, uma consideração importante ao reconstruir esse espaço em Forza Horizon 6 foi justamente como torná-lo acessível para veículos de maneira natural e respeitosa. “Queríamos muito capturar a essência desse cenário que vemos bastante em guias turísticos, o grande templo vermelho com a cachoeira ao fundo, mas que, normalmente, é fotografado em áreas fora das estradas”, comenta Arceta.
“No nosso jogo, quisemos compor isso de forma que fosse possível apreciar totalmente a vista de dentro do carro. Você pode chegar bem perto, dar voltas ao redor, o espaço acomoda o veículo por completo, e ainda pode estacionar para tirar uma bela foto que parece algo visto na vida real.”
“Também tomamos algumas liberdades para garantir que você não precise destruir objetos desnecessariamente para apreciar o espaço”.
Embora seja um lugar bonito para visitar só pelo prazer de estar lá, Forza Horizon 6 faz questão de combinar esses espaços incríveis com elementos de jogabilidade. Por exemplo, se você seguir o rio a partir da cachoeira, encontrará também um carro modificado, colocado intencionalmente para refletir onde você está e o que está fazendo naquele momento.
Ellert também nos conta que há uma placa de bônus de XP escondida atrás da cachoeira — algo que você só descobriria se dirigisse até a base (ou por cima, no meu caso) — ou, se você é um jogador experiente, acostumado a procurar segredos atrás de cachoeiras, certamente irá, especificamente, procurar por ali.
“Nós seguimos a lei de ferro do design de jogos? Sim, seguimos,” Ellert ri. “Como este também é um jogo de travessia, exploramos esse lado lúdico de uma maneira que é única do Horizon.”
Templo Ruriko-ji e Castelo de Hirosaki

O Japão está repleto de estruturas antigas de tirar o fôlego, fortemente protegidas e profundamente respeitadas, seja como locais de culto ou antigas residências dos governantes das regiões japonesas.
O Ruriko-ji é um templo budista – facilmente reconhecido por sua pagoda imponente de cinco andares cercada por uma vegetação exuberante. O Castelo de Hirosaki também oferece uma vista igualmente atraente, um edifício marcante em preto e branco cercado de Sakura (as icônicas cerejeiras do Japão).
Ambos os locais são considerados tesouros nacionais no Japão, e preservar sua importância e dignidade como monumentos históricos foi algo que a equipe do Forza Horizon 6 levou muito a sério. Assim como a Cachoeira de Nachi, eles são muito próximos de suas versões reais, mas algumas adaptações foram necessárias para torná-los acessíveis aos carros.
“Com lugares como esses, estamos sempre tentando ser o mais respeitosos possível”, explica Don. “No caso de Hirosaki, temos flores de cerejeira espalhadas ao redor do castelo, mas essa é, na verdade, uma das únicas árvores que você não pode destruir no jogo, por respeito, algo que Kyoko Yamashita, nossa consultora cultural, destacou. Kyoko foi fundamental para nos ajudar a entender o que realmente estávamos construindo e nos dar confiança para criar esses pontos turísticos.”
Esses dois locais também fazem parte de uma coleção de pontos turísticos que contribuíram para a rota Descubra o Japão do Forza Horizon 6 – o jogo inclui missões Day Trip que refletem os passeios que os visitantes costumam fazer.
Ellert explica: “Essas missões são pequenos conteúdos espalhados pelo mapa, inspirados nas atividades que pessoas visitando o Japão normalmente realizam, mas com um toque Horizon. Pensamos cuidadosamente sobre quais Day Trips criar, o que elas iriam mostrar e como conduziríamos os jogadores até elas, de um jeito estruturado para recompensar você do ponto de vista da jogabilidade.”
Aldeia de Pescadores de Ine e Shirakawa-go
Recriar edifícios singulares e icônicos é uma tarefa, mas redesenhar assentamentos inteiros no Japão traz seus próprios desafios de design.
Como mencionado anteriormente, a equipe do Forza Horizon 6 não pode simplesmente inserir uma reprodução exata de uma vila inteira dentro do jogo – eles precisaram trabalhar para captar o clima do local – como fazer com que pareça autêntico, como se você realmente estivesse ali, dentro dos limites de uma experiência de videogame?
A Aldeia de Pescadores de Ine e Shirakawa-go são dois locais onde esse método de design realmente se destaca. Ine é uma cidade pesqueira encantadora, composta por pequenos edifícios tradicionais que abraçam a costa norte do Japão. Uma de suas características mais reconhecíveis é o Funaya – um conjunto de casas-barco alinhadas ao longo da Baía de Ine.

“Queríamos capturar a rua principal que atravessa a cidade, com todas as casas de madeira e os peixes koinobori, dois visuais distintos que representam a essência do lugar”, diz Arceta. “Isso leva a capturar a vista que se tem do outro lado da água, olhando para aquelas casas-barco. Queríamos garantir que haveria uma rede de estradas que permitisse apreciar isso”.
Também há uma casa de jogador à venda em Ine e uma missão de história bem próxima da vila. Mais uma vez, oferecendo aos jogadores atividades que recompensam seus esforços para explorar essas áreas.
Shirakawa-go é uma vila igualmente peculiar, mas, em vez disso, fica situada no interior das Montanhas Ryohaku, cercada pelo verde das florestas. Lá, você encontra belas casas de fazenda com telhados de palha, projetadas para suportar os rigorosos invernos das montanhas – algo que a equipe queria mostrar em Forza Horizon 6.
“A sazonalidade desse local era algo que realmente queríamos capturar”, diz Arceta. “Shirakawa recebe nevascas muito intensas, e grandes pilhas de neve se acumulam nesses telhados, o que realmente traduz a essência do lugar.”
As temporadas do Forza Horizon 6 acontecem em ciclos semanais – uma semana de primavera, uma semana de verão, e assim por diante. Isso permite que os jogadores experimentem o Japão em condições bastante diferentes – e concede tempo suficiente para revisitar certas áreas que passam pelas mudanças sazonais mais marcantes, como Shirakawa.
Além disso, os eventos de corrida do jogo – como o Circuito de Shirakawa, por exemplo – terão aparência e jogabilidade completamente diferentes dependendo da estação em que o jogo se encontra, destacando ainda mais o quanto a sazonalidade afeta essa região no mundo real.
A equipe também precisou pensar no layout tanto de Ine quanto de Shirakawa – priorizando a sensação de realismo em relação à precisão absoluta em relação à vida real.
“Usamos vídeos de pessoas caminhando pela vila como referência, então, quando você está dirigindo por lá, a sensação é autêntica”, explica Arceta. “Às vezes, precisamos introduzir algo que talvez não exista ali, mas, trabalhando com Kyoko [Yamashita], exploramos elementos que poderiam existir de forma convincente. Por exemplo: ‘Será que esse posto de gasolina pode ficar aqui? Talvez não no centro da cidade, mas nos arredores.’ Ou, ‘Vamos trocar um edifício que existe por outro – acrescentando detalhes para atender às necessidades de design do jogo.’”
Monte Haruna e Tateyama Kurobe

É difícil realmente apreciar a grandiosidade e a presença de uma área sem vê-la com seus próprios olhos. Em Forza Horizon 6, você vai descer os penhascos do Monte Haruna, no Japão, por estradas estreitas e sinuosas que exigem controle extremo.
Do topo, são um espetáculo — quilômetros e quilômetros de paisagem japonesa onde você frequentemente vê praia, floresta e picos cobertos de neve ao mesmo tempo.
Em comparação, Tateyama Kurobe — a épica rota alpina do Japão que serpenteia por entre enormes paredes de neve, faz você se sentir pequeno, como se estivesse dirigindo por um segredo bem guardado.
Essas duas áreas são exemplos fortes de como a equipe trabalhou para capturar a sensação de escala, tanto expansiva quanto cuidadosamente contida — ao mesmo tempo fazendo com que pareça épico de explorar, mas viável dentro dos limites da experiência de jogo do Forza.
“É sobre condensar esses momentos específicos e memoráveis e eliminar o conteúdo intermediário entre eles, basicamente”, explica Ellert. “Uma coisa que nos ajuda a expressar isso é o ponto de transição entre biomas. A distância linear não é enorme, mas mover-se entre áreas diferentes e observar a mudança de cenário ao seu redor aumenta essa sensação de grandeza.”
Embora a equipe tenha tomado algumas liberdades criativas necessárias com pontos de referência e vilarejos específicos, a topografia da paisagem natural é baseada na geografia real. É por isso que o Monte Haruna parece tão enorme. Porque ele realmente é.
“Todas as colinas, montanhas e terrenos são feitos a partir de dados reais de satélite que incorporamos ao jogo”, conta Arceta. “Isso é fiel à escala. O Monte Fuji no nosso jogo está na escala real. É gigantesco, mas preciso. Isso contribui muito para a sensação de autenticidade.”
Avenida Ginkgo, Cidade de Tóquio … Tudo isso
Tóquio é, sem dúvida, um dos lugares mais icônicos para se visitar. Dos seus arredores agradáveis e suburbanos às ruas centrais vibrantes, repletas de neons e dos pontos mais famosos do Japão, é um dos lugares mais emocionantes para dirigir, além de ser um dos favoritos de Arceta no mapa.
“Muito trabalho, dedicação e aprendizado foram investidos no desenvolvimento da Cidade de Tóquio; é a área urbana mais tridimensional, complexa, sobreposta e autêntica que já construímos.”
Aqui, a densidade dos pontos de referência não parece fora de lugar. O cruzamento de Shibuya e a Avenida Ginkgo, por exemplo — esses dois pontos são realmente próximos na vida real, então não soa irreal vê-los em sequência rápida no jogo.
O que torna a Cidade de Tóquio tão especial é que ela é composta por várias “pequenas atmosferas”, como descreve Arceta. Akihabara é um centro varejista vibrante de tecnologia e entretenimento, está sempre pulsante e tem uma energia elétrica independentemente da hora em que você passa por lá.
Daikoku, logo ali perto, tem um clima bem mais tranquilo, assim como a Avenida Ginkgo, um refúgio dourado de beleza natural em meio a um ambiente altamente urbano, onde o Cruzamento de Shibuya fica a apenas uma curta distância de carro.
É essa dicotomia entre arranha-céus imponentes e shows de luzes estimulantes misturada à serenidade de pequenos espaços verdes e áreas mais “underground” que faz a Cidade de Tóquio ser realmente especial e crível dentro do impressionante mundo de Forza Horizon 6.

Viagem bônus: Circuito Temporal Hokobu e Centro Espacial Urakawa
Se você chegou até aqui, aqui vai um bônus de despedida. O Circuito Hokobu é uma missão de tempo disponível em Forza Horizon 6, onde o objetivo é simplesmente registrar seu melhor tempo e desafiar seus amigos.
Ellert destaca essa atividade como uma das suas favoritas, não apenas do ponto de vista da jogabilidade, mas também como uma homenagem à cultura automotiva japonesa da vida real.
“É essa experiência maravilhosa e comunitária de pessoas dirigindo seus carros em pequenas pistas desgastadas que existem dentro de vales montanhosos, algo muito característico do Japão”, diz Ellert. “Conseguimos integrar recursos do jogo que envolvem estar junto, competir consigo mesmo, melhorar e conviver com outras pessoas, e Hokobu é o que mais gosto, possivelmente porque passei mais tempo lá.”
Uma última localização da qual Ellert se orgulha especialmente é o Centro Espacial Urakawa, para onde você correrá durante a introdução de Forza Horizon 6. “Sou um grande fã de espaço, e há algo puro e inspirador sobre voos civis ao espaço. Fiquei muito feliz por conseguirmos incluir esse local e integrá-lo à campanha da maneira como fizemos”, acrescenta Ellert.
“Também há um encontro de arrancada aqui, além de várias rotas de corrida que entram e saem, mas, no geral, foi maravilhoso ter essa expressão incrivelmente moderna de hiper-tecnologia ao lado de edifícios antigos, apenas para indicar o enorme leque de contrastes no Japão.”
“Também é um resumo do desejo humano de simplesmente… partir.”
Esse sentimento, é claro, está perfeitamente capturado em Forza Horizon 6, e esta é apenas uma pequena seleção dos lugares que você poderá visitar, documentar e fotografar como parte da sua própria jornada pelo Japão, na qual você poderá embarcar em breve.
A viagem começa em 19 de maio. Forza Horizon 6 estará disponível para XBOX Series X|S, XBOX no PC e XBOX Cloud como um título XBOX Play Anywhere, e será jogável desde o primeiro dia com XBOX Game Pass.
Fonte:Xbox Wire Brasil


