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Como Star Wars: Galactic Racer transforma a corrida de pods em um roguelite desafiador
Resumo
Eu estava mais ou menos na metade do meu tempo testando Star Wars: Galactic Racer quando percebi que provavelmente não sou tão bom assim nisso. Ainda assim eu estava me divertindo. O que me ajudou a deixar de lado minha falta de habilidade nas corridas foi, em parte, o fato de eu respirar “Star Wars”, e eu estava ansioso para pilotar essas naves hipervelozes desde o anúncio do jogo no ano passado.
Na verdade, eu deveria ter esperado esse nível de desafio desde o início — afinal, esta é a Liga Galáctica, onde apenas os melhores e mais corajosos pilotos da galáxia ousam competir. Eu tinha um grande desafio pela frente.
Durante meu recente teste de Galactic Racer no Summer Game Fest: Play Days, pude aproveitar cerca de uma hora de gameplay entre os modos campanha e arcade, e encontrei não apenas um jogo de corrida incrivelmente competente, divertido e desafiador, mas também um título com enorme profundidade e fator de replay, que pode dar a ele uma longevidade real.

Começando pela campanha para um jogador, entrei na pele da misteriosa Shade, uma piloto experiente que tem contas a acertar com um dos atuais campeões da liga, Kestar Bool, e quer resolver tudo na pista.
É uma premissa narrativa clássica com um toque de “Star Wars”, mas eu não esperava por isso. A maioria dos jogos de corrida mal se esforça para dar um rosto a um nome, muito menos oferecer uma narrativa cinematográfica como a que vemos aqui.
Os desenvolvedores da Fuse Games entenderam a missão de não apenas colocar você para correr, mas também mergulhá-lo ainda mais no universo de “Star Wars” e fazer você se importar com o que acontece dentro e fora das pistas — agora eu entendo a diferença entre um Ardenniano e um Besalisk, e sou melhor por isso.
Quando estiver pronto para correr, você terá três chassis à escolha que influenciam seu estilo de jogo: landspeeder, speeder bike e skim speeder. Cada um é distinto e incrivelmente divertido de pilotar à sua própria maneira.
O landspeeder tem um peso real e se especializa em derrapagens nas curvas; a speeder bike oferece ótima velocidade em linha reta, mas é mais difícil de controlar nas curvas; e o skim speeder é basicamente o equivalente de um TIE Fighter entre os speeders, feito para curvas fechadas e uma das estruturas mais difíceis de controlar.
Durante a maior parte do meu tempo com o jogo, fiquei no comando do landspeeder, optando por trocar velocidade máxima por resistência, já que logo descobri que correr também envolve tirar seus concorrentes da pista na base do impacto, e essa é uma tática ativamente incentivada para aumentar suas chances de vencer.
Cada speeder vem equipado com um Afterburner, que concede um breve impulso e recarrega durante a corrida para que você possa usá-lo várias vezes, mas também conta com um Ramjet — um componente especial de alto risco e alta recompensa que oferece um impulso incrível e ajuda a jogar seu oponente para fora da pista, mas ao custo de superaquecimento.
Em uma ocasião, forcei isso até o limite só para ver o que aconteceria, e os resultados foram… catastróficos.
A estrutura da campanha é construída em torno de um Tour Galáctico dividido em três atos, que é randomizado sempre que você inicia uma jornada. Cada tour leva você por uma série de eventos em diferentes planetas, com a progressão garantida ao completar uma sequência crescente de corridas.
Galactic Racer categoriza isso como uma “campanha solo baseada em runs”, o que significa que você terá caminhos ramificados para considerar durante o tour — cada rota pode render recompensas diferentes que podem ser aplicadas ao seu speeder.
Essa variedade é ótima, oferecendo múltiplas opções sempre que você decide iniciar um Tour Galáctico.
Entre as corridas, você pode melhorar os atributos-base do seu speeder para usar nas provas seguintes durante o Tour: quanto melhor sua colocação, mais Melhorias poderá aplicar.
Elas afetam elementos como Afterburner, Bateria, Controle em Curvas e Ramjet, além das características únicas de cada speeder: Drift (landspeeder), Kinetic Burst (speeder bike) e Knife Edge (skim speeder).
Gosto muito dessa variedade de personalização, que pode mudar de corrida para corrida; você prefere aumentar seu Afterburner? Ou deve investir em melhor Controle em Curvas? A escolha é sua.

Isso também se conecta ao desafio do jogo. Você precisa de um Token da Liga para competir em um tour. Bata vezes demais ou deixe de terminar entre os três primeiros em um evento específico, e o Token é revogado, encerrando sua jornada e obrigando você a começar de novo, disputando classificatórias para conquistar outro Token.
Alguns itens são mantidos, como Créditos Galácticos, mas ser eliminado é um golpe duro. Especialmente no meu caso, quando eu estava tão perto do fim do tour, acabei ficando confiante demais — deveria ter ouvido Han — e fui eliminado, forçado a recomeçar.
Pelo que pude perceber, isso não afeta a narrativa geral: você ainda vai atrás de Kestar Bool, eventualmente. É apenas um contratempo.
Entre as verdadeiras estrelas do jogo estão as próprias pistas, todas enormes e detalhadas de forma minuciosa, pontuadas por elementos de “Star War”s que dão a elas uma sensação ao mesmo tempo familiar e alienígena, como a paisagem marcada por batalhas de Jakku, as florestas tropicais de Lantaana ou o congelante Ando Prime, que compõem alguns dos seis mundos distintos nos quais você pode correr.
Some isso a uma variedade de pistas em cada planeta e você rapidamente perceberá que há uma profundidade incrível aqui para dominar, caso queira sair por cima contra alguns dos melhores pilotos da galáxia.
Além das pistas, também gostei do tempo livre entre as corridas nos paddocks, áreas onde você pode andar livremente e conversar com outros pilotos, melhorar sua nave e adquirir peças únicas com vendedores, usando os Créditos Galácticos obtidos nas corridas.
Além disso, também testamos o modo arcade, que traz eventos selecionados com speeders e locais de toda a liga, colocando você no assento de alguns pilotos que talvez reconheça, como o lendário Sebulba.
Em nossa única corrida nesse modo, aceleramos pela famosa pista de Tatooine apresentada em “Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma”. Pelo que pudemos perceber, parecia uma recriação 1:1, com fidelidade audiovisual incrível.
Aquele som grave e pulsante, tick-tick-tick-tick, dos motores split-X de Sebulba me levou de volta à época em que o via disparar pela tela no cinema. Eu fui bem? Nem de longe. Mas estou ansioso para minha próxima volta na pista.
Parece haver muito para dominar por baixo do capô de cada um desses speeders únicos e modos de jogo. E isso sem mencionar as várias melhorias que você pode aplicar para ganhar vantagem entre as corridas, as pistas distintas em cada planeta e a competição contra uma variedade de pilotos; com tudo isso, você tem em mãos um jogo de corrida infinitamente rejogável e divertido.
Não vou dizer… não mesmo… ok, tudo bem. Isso sim é podracing!
Star Wars: Galactic Racer será lançado em 6 de outubro de 2026 para Xbox Series X|S e já está disponível para pré-venda na Xbox Store.
Fonte:Xbox Wire Brasil


