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Indie Selects para junho de 2026: jogos indie absolutamente imperdíveis

Toda quarta-feira, mergulhe no Indie Selects Hub—sua porta de entrada para uma coleção indie nova e selecionada, além de quatro destaques temáticos que mudam semanalmente! Você sempre pode encontrar esse hub de coleções na XBOX Store e em XBOX.com/IndieSelects.

Que mês insano para os jogos indie. Só pedrada do começo ao fim, e nossas filas estão transbordando — do melhor jeito possível. A equipe de ID@XBOX não teve dificuldade nenhuma para escolher seus favoritos, e essa seleção aqui? A gente defende com convicção.

Histórias de amadurecimento que mexem com as emoções? Temos. Homenagens à comunidade, à criatividade e às pessoas por trás da arte? Em dobro. Jogos de luta com profundidade de verdade, mas que ainda deixam espaço para um caos gostoso de apertar botões? Também tem. Terror de sobrevivência no espaço? Nem precisa falar mais. Roguelikes de máquina de garra? De alguma forma… sim. Filhotes de javali adoráveis explorando a natureza? O fato de você ter precisado perguntar até machuca um pouco.

Os jogos selecionados de junho chegaram: recheado, diverso e pronto para dominar seu backlog (em nenhuma ordem específica):

Wax Heads

Jessica Ronnell: Você ama música e às vezes se pega sonhando em trabalhar em uma lojinha de discos bem aconchegante? Eu com certeza amo, e provavelmente foi por isso que Wax Heads imediatamente clicou comigo.

Esse é aquele tipo de jogo que parece te colocar dentro de uma loja de discos que você sempre sonhou em encontrar: em partes iguais, um ponto de encontro acolhedor, um caos com espírito punk e um life sim narrativo feito com muito cuidado.

Ambientado na decadente Repeater Records, Wax Heads mistura simulação, narrativa e elementos leves de quebra-cabeça enquanto você ajuda um elenco de clientes excêntricos a encontrar o álbum perfeito, vasculha caixas de discos desenhados à mão e, aos poucos, devolve o ritmo da loja à vida.

O que me conquistou logo de cara foi a atmosfera. O jogo se define como “cozy punk”, e isso parece ser uma descrição perfeita. Ele combina o calor de um life sim cotidiano com a energia deliciosamente bagunçada de um lugar onde todo mundo tem opiniões fortes sobre música. Se você gosta de narrativas focadas por personagens, como Night in the Woods, ou da camaradagem descontraída de ambiente de trabalho de Coffee Talk, vai se sentir em casa imediatamente.

Passei horas, feliz da vida, vendo álbuns fictícios — cada um com sua própria mitologia, base de fãs e, às vezes, uma história de origem completamente surtada — enquanto conversava com clientes que pareciam incrivelmente com pessoas que já conheci em lojas de discos de verdade.

Os elementos leves de quebra-cabeça, como juntar pistas para recomendar a faixa perfeita, acrescentam estrutura na medida certa sem quebrar o ritmo tranquilo da experiência.

Mas o que realmente torna Wax Heads especial é o quanto tudo parece pessoal. O jogo é uma verdadeira carta de amor aos obcecados por música, aos espaços de comunidade e às pessoas maravilhosamente excêntricas que os tornam inesquecíveis. Se você curte diálogos afiados entre personagens, descobrir detalhes pensados com carinho ou simplesmente relaxar ao som de uma ótima trilha sonora, este aqui realmente acerta em cheio.

Invicible VS

Deron Mann: Invincible VS é um jogo de luta em equipes 3v3 baseado na aclamada série animada e nos quadrinhos. Os jogadores montam um time com personagens favoritos dos fãs e entram em combates brutais e acelerados, alternando entre os três lutadores em tempo real.

Invincible VS é o resultado do encontro entre o design moderno de jogos de luta e uma das propriedades intelectuais de super-heróis mais badaladas dos últimos anos.

Por mais que eu ame jogos de luta, historicamente sempre fui ruim neles. Eu entendo conceitos como jogar no neutro, overheads, conditioning, zoning, mix-ups e até a notação numérica, mas sempre me faltaram a disciplina nos dedos e a paciência para dominar combos.

Numa escala que vai de iniciante a profissional, eu me definiria como um “apertador de botões estratégico” de nível intermediário, e eu valorizo o fato de a desenvolvedora Quarter Up ter pensado sua experiência central para jogadores como eu.

Isso não quer dizer que você não vá entrar online e levar uma surra de um veterano do gênero, mas ainda assim dá para executar combos visualmente impressionantes sem precisar passar horas treinando no laboratório.

Além da acessibilidade, há muita coisa aqui para admirar. Visualmente, o jogo captura muito bem o espírito da série, ao mesmo tempo em que evoca a brutalidade ensanguentada de Mortal Kombat, o caos de equipes de Marvel vs. Capcom e parte do DNA de jogos de luta que você esperaria de um estúdio liderado por veteranos de Killer Instinct (2013).

O jogo inclui modo Arcade, um modo história original e cinematográfico estrelado por Ella Mental — uma nova personagem de Invincible, dublada por Tierra Whack — além de versus online e offline e um robusto conjunto de treino com tutoriais e opções de laboratório.

Apesar de ser acessível e vistoso, ele também se destaca pela profundidade, graças a um sistema de combos com pegada sandbox e ao uso de assists. É divertido experimentar ataques e mecânicas de assistência para ver o que funciona — e a maior parte simplesmente funciona.

Em certos momentos, quase parece quebrado, mas de um jeito divertido que incentiva a criatividade e o domínio do sistema. Invincible VS é uma recomendação fácil para fãs da série, jogadores de luta ou qualquer pessoa interessada no gênero, mas intimidada pela barreira de entrada que ele normalmente apresenta.

Directive 8020

Steven Allen:Directive 8020 é o novo jogo da antologia de games The Dark Pictures Anthology, levando a série de vez para o terror de sobrevivência sci-fi, e o resultado é assustadoramente bom.

Ambientado a bordo de uma nave-colônia que foge de uma Terra agonizante, o jogo mistura narrativa cinematográfica, escolhas com ramificações e sequências tensas de furtividade, enquanto uma ameaça alienígena capaz de mudar de forma começa a se infiltrar na tripulação.

Pense na paranoia sufocante de jogos como Dead Space ou na desconfiança crescente de O Enigma de Outro Mundo, mas filtrada pelo estilo característico da Supermassive, guiado por escolhas.

Em determinado momento, fiquei tão desconfiado de cada integrante da tripulação que comecei a tratar conversas casuais como se estivesse preso na pior reunião de Teams do escritório. Alguém fazia uma pergunta em tom calmo, e eu imediatamente pensava: “Isso soa exatamente como algo que um alienígena fingindo ser o Steve do financeiro diria.”

Directive 8020 tem um jeito muito próprio de transformar até interações rotineiras em algo perigoso — e, sinceramente, essa paranoia acabou virando parte da diversão.

O que mais me chamou a atenção de imediato foi o quanto tudo parece opressivo e carregado de atmosfera. A nave Cassiopeia não é apenas um pano de fundo, ela se transforma nesse labirinto claustrofóbico em que cada corredor escuro me fazia questionar se eu deveria continuar seguindo em frente ou dar meia-volta na mesma hora.

Já passei um bom tempo explorando seus caminhos narrativos ramificados, e algumas das decisões realmente me fizeram hesitar por mais tempo do que eu esperava. Há algo de especialmente angustiante em saber que a pessoa ao seu lado talvez já nem seja humana.

Também gostei bastante de como a jogabilidade parece muito mais ativa desta vez. Se esgueirar por dutos de manutenção, usar ferramentas para evitar ameaças e reagir rapidamente sob pressão ajuda a tornar a tensão ainda mais imediata.

Se você curte jogos de terror focados em narrativa, daqueles que ficam ainda melhores com amigos reagindo em tempo real a cada decisão ruim, Directive 8020 tem tudo para virar rapidinho um favorito para a próxima Noite de Cinema.

Dungeon Clawler

Keith Muelas: Jogos de construção de baralhos e roguelikes vêm dominando o mundo dos games ultimamente, e pode ser difícil descobrir qual deles realmente combina com o que você está procurando.

Dungeon Clawler traz uma reviravolta genuinamente original ao trocar o seu baralho de cartas por cápsulas de máquina de garra. A partir daí, você precisa soltar a garra em um recipiente cheio de habilidades e torcer para pegar exatamente as que quer. Parece ridículo, mas exige planejamento estratégico de verdade, e é incrivelmente satisfatório.

Você vai se divertir experimentando o que parece ser uma quantidade infinita de combinações entre tipos de armas, escudos, buffs, sinergias de máquina de garra, escolhas de personagens e muito mais.

Seja acumulando escudos e aplicando debuffs, buscando causar o maior dano possível ou encontrando um meio-termo entre essas abordagens, há um estilo de jogo que vai encaixar com você. Só torça para que a aleatoriedade esteja do seu lado no caminho.

Depois que você pega o jeito de montar estratégias, testar novos personagens e encarar níveis de dificuldade mais altos traz uma quantidade incrível de rejogabilidade. Pessoalmente, até agora só consegui derrotar o chefe final com três personagens, e meu primeiro objetivo é zerar com todos eles antes de partir para a próxima dificuldade.

Se você está atrás daquela dose de dopamina no estilo Slay the Spire, Dungeon Clawler certamente vai entregar isso. Eu me peguei voltando várias vezes para tentar novas estratégias, partida após partida. Se eu tive sucesso ou não, isso eu prefiro não contar… Mas tenho certeza de que você vai se sair melhor do que eu.

Until Then

Raymond Estrada: recentemente, passei a valorizar ainda mais como jogos como Despelote, Closer the Distance e Afterlove EP mostram que os games, como mídia, não apenas funcionam para contar histórias marcantes, mas são especialmente adequados para criar experiências narrativas profundamente imersivas.

Until Then leva isso adiante com uma impactante história de amadurecimento em 2.5D, que mistura amor, luto e amizade nas Filipinas dos anos 2010, com um sutil pano de fundo sobrenatural que vou tentar não estragar.

O jogo acompanha Mark, um adolescente desmotivado que leva a escola sem grandes ambições e com bastante isolamento, passando a maior parte do tempo jogando e procrastinando. À medida que a história se desenrola, ele se conecta com um elenco cada vez maior, trocando mensagens com amigos pelas redes sociais e criando um vínculo com a recém-chegada Nicole.

De tempos em tempos, surgem momentos leves de jogabilidade — como espetar fishballs em um palito, sequências de ritmo enquanto Mark aprende a tocar piano ou uma série de minijogos em uma feira local —, o que adiciona variedade na medida certa e sempre em sintonia com a narrativa.

Mas o grande destaque está mesmo na pixel art ricamente detalhada da Polychroma, que dá vida às Filipinas por meio de cenários vibrantes e cheios de personalidade, onde referências culturais e momentos centrados na comida constroem um mundo profundamente imersivo e emocionalmente ressonante, independentemente de você compartilhar esse contexto ou não.

Embora leve um tempo para engrenar, o carismático elenco acaba te envolvendo por completo, conduzindo a história até um desfecho emocionalmente devastador que permanece com você por muito tempo.

Seja revivendo sua adolescência ou ainda vivendo essa fase, este visual novel soa imediatamente familiar. Ao longo das minhas 18 horas de jogo, Until Then me fez rir, parar em admiração e até me emocionar.

Embora a narrativa de amadurecimento já se sustente muito bem por si só, a deslumbrante animação em pixel art, o mistério envolvente e o pano de fundo cultural consolidam o jogo como essencial para qualquer pessoa que ame experiências narrativas.

Adorable Adventures

Raymond Estrada: prepare-se para se apaixonar perdidamente por Baby Boris. Adorable Adventures é um jogo de exploração aconchegante e sem estresse, no qual você assume o papel de um irresistivelmente fofo filhote de javali em busca de sua família desaparecida pela natureza.

Guiado por um simpático guarda florestal, você vai seguir rastros por biomas vibrantes em um parque nacional lindamente construído. Não há combate, não há pressão, e nada aqui pode te machucar. Até a queda mais assustadora termina com um guinchinho suave em vez de um estrondo. É só você, esse pequeno pãozinho peludo, explorando um mundo pacífico e pitoresco feito para derreter suas preocupações.

Depois de um incêndio florestal, você acorda sozinho e percebe que sua mãe e seus irmãos não estão em lugar nenhum. Com pouca orientação, a maior força de Boris rapidamente se revela: o poderoso olfato de um javali. Mas, como um filhote, a avalanche de cheiros novos pode facilmente distraí-lo do seu objetivo. Só ao rastrear uma quantidade suficiente do mesmo aroma você aprende a filtrá-lo, limpando o caminho adiante.

À medida que consegue separar o que importa do ruído, você reencontra seus irmãos, que ajudam a continuar a busca. Além desse ciclo central, há quebra-cabeças para resolver, fotos para tirar e corridas para disputar, para os completistas que querem fazer tudo.

O jogo é visualmente deslumbrante e silenciosamente emocionante, com um coração à la o filme “A Incrível Jornada” que permanece com você.

É uma jornada curta — em torno de 4 a 5 horas —, mas uma escapada adorável para a natureza ao lado de uma bolinha de pelos chamada Boris, além de um lembrete gentil do porquê esses espaços selvagens merecem ser protegidos.

Recomendo muito Adorable Adventures para quem procura sua próxima experiência aconchegante e, especialmente, para pais em busca de algo genuinamente encantador, não violento e discretamente educativo para seus filhos.


Fonte:Xbox Wire Brasil

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