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Antes tarde do que nunca, Bad Magpie expande o gênero “pássaro malcriado”
Resumo
A proposta que atrai Bad Magpie logo de cara — ele sendo um jogo inédito da desenvolvedora Milktooth mostrado no XBOX Games Showcase — está logo no título: seja um pássaro; cause problemas.
Assim como seus parentes corvos, as “pegas” são aves particularmente inteligentes e curiosas, com reputação de roubar objetos brilhantes. Criar problemas sem qualquer escrúpulo para todos ao redor em busca de tesouros arbitrários? Para mim, pegas soam como verdadeiros gamers.
Na demonstração de cerca de meia hora que pude jogar, você está ferido e separado das outras pegas, já que só consegue se locomover aos pulos em vez de voar, com um pequeno curativo em forma de cruz em uma das asas.
Você encontra uma estrela caída, fica obcecado por ela e, a pedido dela, sai em busca de bugigangas brilhantes para conquistar seu favor.

O jogo é apresentado em um charmoso ângulo de câmera isométrico em 3D minimalista, um pouco na linha de Untitled Goose Game, mas com uma granulação pixelada e cell shading que lhe conferem uma suavidade pictórica muito própria.
Untitled Goose Game é a comparação mais óbvia também em conceito, como uma espécie de jogo de aventura simples sobre ser um pássaro malcriado, embora aquele jogo parecesse ancorado no realismo enquanto você aterrorizava uma pequena e pitoresca vila habitada.
Aqui, por outro lado, as pessoas estão notavelmente ausentes (ao menos até agora), e há um interessante elemento de realismo mágico que me deixou sem saber o que esperar a seguir em cada momento.
Você começa em um trecho de estrada e segue até o que parece ser um pátio escolar humano abandonado, habitado por ratos brincando como crianças (construindo castelos de areia, desenhando no chão com giz e assim por diante).
Quando finalmente encontra a bugiganga, uma enorme serpente com anéis adornados por joias no pescoço a toma de você e exige que encontre 20 fragmentos do meteorito espalhados pela área próxima desde a queda da estrela.
Os fragmentos estavam distribuídos atrás de quebra-cabeças ambientais simples. Você tem três ações: piar, bicar/pegar algo e interagir de forma contextual com o objeto que tiver recolhido (como sacudir uma lata de refrigerante ou piar em um megafone).

Fiel ao espírito de caos sugerido pelo nome, a primeira coisa que o jogo ensina é que bicar ou golpear objetos de madeira contra as rochas brilhantes, semelhantes a sílex, espalhadas pelo cenário faz com que qualquer madeira ou grama próxima pegue fogo.
Um dos primeiros quebra-cabeças que resolvi foi derrubar um tronco de uma árvore (todas elas com o rosto da árvore do Kirby, o que faz você se sentir um pouco mal por isso), colocá-lo em chamas e usá-lo para estourar a janela de um carro e alcançar o cristal sobre o capô.
Muitos dos quebra-cabeças são resolvidos ateando fogo em coisas, quebrando vidros com sons altos ou sendo muito rude com os ratos que estão brincando (como destruir seu castelo de areia para pegar o fragmento dentro dele).
De forma geral, o jogo diverte em satisfazer seu lado mais travesso e causador de confusão. Vi outros fragmentos que não coletei e, quando fui entregar meus 20, apareceu uma mensagem informando que havia 30 no total caso eu quisesse continuar, oferecendo uma boa flexibilidade para ignorar alguns que possam ser mais difíceis enquanto dá aos completistas ainda mais o que fazer.
As interações foram todas deliciosamente lúdicas e surpreendentes, então espero estar entre estes últimos.
A natureza sistêmica do fogo e dos objetos com física eleva Bad Magpie acima de um simples jogo de aventura, fazendo-o parecer um leve immersive sim, o que me deixa ainda mais animado para explorar e descobrir que surpresas eles reservam quando o jogo for lançado por completo no próximo ano.
Fonte:Xbox Wire Brasil


